“ Uma Bela Bengala”
Eu estava impossibilitada
Impossibilitada de
andar…
Tu ofereceste-me uma
bengala,
Para me poder amparar.
Para quando for velhinha,
Com muita estimação,
Esta bengala guardar…
Obrigada pela recordação.
E de bengala na mão,
Será nela e em vós,
Quiçá?...
Eu me irei amparar…
E sem bengala na mão,
Quando por ironia do destino…
Deixar de andar,
Ou perder as faculdades de pensar.
Mas, alimento a doce esperança,
De que caminharei sem sarilhos…
E caminharei com confiança,
Porque mantenho no dedo a aliança…
Que me deu dois bons e lindos filhos.
E caminharei com
cuidadinho
Para não escorregar….
Caminharei sem
vacilar,
Enquanto puder olhar e
andar,
Com este meu sangue,
orgulhosamente Angolano,
No coração a Pulsar…
2004/12/24
Autora: “ Maria Graciete Silva e Sousa.”

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