quarta-feira, 2 de abril de 2014



Bule em porcelana pintado à mão " Maria Graciete Silva e Sousa"




Jarros - tela pintada a óleo " Maria Graciete Silva e Sousa"


Ramo de rosas, tela pintada a óleo " O meu predilecto"





                     Ramo de rosas pintado em tecido.                

                    “ Uma Bela Bengala”
                        

            Eu estava impossibilitada
                     Impossibilitada de andar…
                        Tu ofereceste-me uma bengala,
                        Para me poder amparar.

                        Para quando for velhinha,
                        Com muita estimação,
Esta bengala guardar…
                        Obrigado bom coração…
                        Obrigada pela recordação.
                       
            E de bengala na mão,
            Será nela e em vós,
            Quiçá?...
            Eu me irei amparar…
            E sem bengala na mão,
            Quando por ironia do destino…
             Deixar de andar,
            Ou perder as faculdades de pensar.

    Mas, alimento a doce esperança,
    De que caminharei sem sarilhos…
    E caminharei com confiança,
    Porque mantenho no dedo a aliança…
    Que me deu dois bons e lindos filhos.

E caminharei com cuidadinho
Para não escorregar….
Caminharei sem vacilar,
Enquanto puder olhar e andar,
Com este meu sangue, orgulhosamente Angolano,
No coração a Pulsar…


                       


2004/12/24


Autora:  “ Maria  Graciete Silva e Sousa.”

segunda-feira, 31 de março de 2014






Recordando tempos em África.


 Graciete" Professora da trança" com os alunos.




“ Copos de Mágoa”


Perguntaste-me outro dia
Para que serviam os copos
De prata e vidrinho.
Eu disse-te que eles serviam

Para água, champanhe e vinho.

Tudo é correcto
Tudo é selecto
quando direitinho…
Mas mal usados
Sem alguns cuidados
Caem desgraçados
Partem-se brilhinhos
Perdem-se juizinhos

Tu que sabes
Que e bebida é louvável,Tu que sabes
Qua e bebida é louvável,
Que é agradável
Quando usada
Em boa actitude.

Mas quando exagerada…
Não é louvável
Não sé saudável
Não é amável
Mata a saúde…


Tu do é correcto
Tudo é selecto
Quando direitinho….
Mas …
A não se r de água
Todos são copos
Todos matam corpos
Causam muita mágoa.


Autora: “ Maria Graciete Silva Sousa”









“ O Mendigo”

         

         
          Numa viela sentado
          Lá se encontrava ele coitado
         Quase descalço e esfarrapado
         Estendendo a mão
         Pedindo apenas um tostão.

         Quem sabe se nesse dia
         Até essa hora…
         Ele ainda não teria comido
         Nenhum pedaço de pão.
        
         Passa toda a gente…
         Num vai e vem, tão stressante
         Ou distante…
         De quem não tem ou não sente.
         Por um instante…
         Um tempo, ou um coração quente,
         Que possa bater ou dizer:
         Pára!
         Também poderás vir a precisar
         Ou algum dia tenhas  de esticar
         A tua mão e como eu,
         Também mendigar…
         E eles coitados lá continuam a esperar…
         E as vezes desalentados…
         Já nem sentem forças
         Para continuar a caminhar
         E nestes casos…
A palavra amor
         Perdeu todo o seu valor.
         Olha que quando bate à porta…
         A fé, sem obras… está morta.

         Autora: “ Maria Graciete Silva  Sousa.”