“
O Mendigo”
Quase
descalço e esfarrapado
Estendendo
a mão
Pedindo
apenas um tostão.
Quem
sabe se nesse dia
Até essa
hora…
Ele
ainda não teria comido
Nenhum
pedaço de pão.
Passa
toda a gente…
Num vai
e vem, tão stressante
Ou
distante…
De quem
não tem ou não sente.
Por um
instante…
Um
tempo, ou um coração quente,
Que
possa bater ou dizer:
Pára!
Também
poderás vir a precisar
Ou algum
dia tenhas de esticar
A tua
mão e como eu,
Também
mendigar…
E eles
coitados lá continuam a esperar…
E as
vezes desalentados…
Já nem
sentem forças
Para
continuar a caminhar
E nestes
casos…
A palavra amor
Perdeu
todo o seu valor.
Olha que
quando bate à porta…
A fé, sem
obras… está morta.
Autora: “ Maria Graciete Silva Sousa.”

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