segunda-feira, 31 de março de 2014

“ O Mendigo”

         

         
          Numa viela sentado
          Lá se encontrava ele coitado
         Quase descalço e esfarrapado
         Estendendo a mão
         Pedindo apenas um tostão.

         Quem sabe se nesse dia
         Até essa hora…
         Ele ainda não teria comido
         Nenhum pedaço de pão.
        
         Passa toda a gente…
         Num vai e vem, tão stressante
         Ou distante…
         De quem não tem ou não sente.
         Por um instante…
         Um tempo, ou um coração quente,
         Que possa bater ou dizer:
         Pára!
         Também poderás vir a precisar
         Ou algum dia tenhas  de esticar
         A tua mão e como eu,
         Também mendigar…
         E eles coitados lá continuam a esperar…
         E as vezes desalentados…
         Já nem sentem forças
         Para continuar a caminhar
         E nestes casos…
A palavra amor
         Perdeu todo o seu valor.
         Olha que quando bate à porta…
         A fé, sem obras… está morta.

         Autora: “ Maria Graciete Silva  Sousa.”

Sem comentários: